quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cercanias Norte

Nova viagem. Dando sequência ao desejo de 31, dia primeiro começou com estrada!

Subimos direto para Capilla del Monte. Ovnis, ETs, e outras esquisitices são parte da atrações do local. Viajar no primeiro do ano para um lugar assim é no mínimo curioso.

Pegamos três estradas até chegarmos a está cidade. Passamos perto do Monte Uritorco, mas não subimos.

Aliás, a cidade é muito no estilo de cidades de acampamento no Brasil. Na saída demos carona para um casal. Pagamos a carona que o chileno nos deu perto da fronteira!

Próxima parada, La Cumbre. Parece ser um lugar excelente para veraneio.

Um rio era a atração do local. Muita gente estava comendo perto do rio. Achamos um restaurante aberto, mas comida só para levar.

Ficamos de papo com o dono. Muito gente fina. Falou que a família da esposa era uruguaia, de Rivera, famosa cidade fronteiriça com Brasil. Santana do Livramento é a nossa metade.

O senhor gostou tanto da gente que veio nos cumprimentar do lado de cá do balcão.

Pegamos nossos sanduíches de milanesa de ternera, as águas e o refrigerante de pomelo (toranja ou grapefruit, em português e inglês respectivamente) e fomos comer na beira do rio.

Vários cachorros se aproximaram. Aliás há muitos deles por Córdoba e arredores. Lamentável que os homens os desprezem e os joguem à sorte.

Direto para La Falda. Queríamos pelo menos mergulhar num rio. Expectativa alta chegamos num parque. "Já sabemos que com expectativas altas vem grandes decepções!" (Uncle Ben, adaptado)

O parque era uma espécie de piscina coletiva, com direito a música ao vivo.

Mas estava tão suja que não arrisquei. Tentei ver as cachoeiras igualmente imundas. Não havia como. Mergulhar ficou para outra oportunidade. Tomamos a estrada para Córdoba.

Chegando ainda conseguimos visitar o Parque Sarmiento. Lotado. Mesmo assim acho que falta ao Brasil esse tipo de parque.

Amanhã é a última rodada pela cidade.

Cercanias Sul

Dia 31 de dezembro, estrada. Assim foi meu ano e assim espero que sejam os próximos. Viajar. É assim que eu sou mais eu.

Consigo me desvencilhar de ater-me aos problemas quotidianos, porque não moro nas cidades visitadas, e posso apenas me concentrar nos pontos positivos.

Faço mais piadas do que de costume e falo com mais estranhos do que habitualmente.

Conheço mais, escuto mais, aprendo mais. Viajar é como estudar, só que utilizando o corpo todo.

Por exemplo, descendo no elevador escuto um casal mais velho conversando em uma língua diferente. Perguntei, era sueco.

Era dia de pegar o carro e a estrada. Dirigir sempre gera um pouco de atenção a mais, nas férias não era o que eu queria. Especialmente conhecendo a maneira de dirigir de nossos irmãos. Mas fomos.

As estrada estavam em boas condições, mas algumas coisas me chamaram muito a atenção. A imprudência é forte. Especialmente pessoas em motos sem capacetes. Com crianças no meio de adultos, inclusive.

Aliás, a frota Argentina é um indicador de que o país ainda é bem pobre. Há muitos carros velhos mal conservados e também carros novos não reparados.

A primeira cidade visitada foi Alta Gracia, antiga colônia jesuíta na qual Ernesto Guevara foi criado.

Demos de cara com o museu fechado. O clima da cidade era muito agradável, e o tempo estava aberto, diferente de Córdoba quando saímos, já que chovia muito.

Almoçamos por lá mesmo, um bom prato de massa na avenida principal. A próxima parada foi Villa Carlos Paz, um relógio cuco, uma represa e artesanatos.

Estávamos perto de montanhas altas e resolvemos tentar vê-las.

A estrada era de terra, o mais incrível é que sinalizada como rota provincial. Seguir nos tomou muito tempo. Tentamos nos aproximar, depois de mais de uma hora, achamos que era melhor voltar. O caminho, no entanto, foi incrível. Muitas paradas para fotos, lindas paisagens e incríveis vistas.

A Argentina tem planícies infindáveis. A América do Sul é incrível. Toda vez que vejo o continente em seu esplendor natural fico constrangido com governantes tão inaptos que nos cercam. Vai um debate enorme aqui.

Na volta ainda tivemos tempo de dar uma volta por Córdoba no entardecer. A cidade é bem legal, ruas largas e outras estreitas se complementam.

De noite, jantamos sanduíche num bar, regado à cerveja. A virada foi escutando música e logo depois dormir.

Ainda tentamos ir à piscina, mas estava fechada.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

De Mendoza à Córdoba

Um dia com horário. Eram três visitas em pouco tempo. Mas como havíamos contratado a excursão e de lá nos levariam direto para o aeroporto, não fiquei preocupado.

A primeira visita foi à Florio. Além de vinho, eles produzem outras bebidas relacionadas, por exemplo, Marsala, usada para fazer o sorvete Sambayon; o Moscatel, que é outro estilo tradicional e diversas variações de espumantes.

Provamos entre cinco e seis tipos de produtos. Além de ver produtos diferentes, vimos uma produção que se utiliza de diferentes técnicas e também pudemos ver as suas videiras.

Comprei o Marsala, vamos ver se consigo fazer o sorvete Sambayon!

Dali fomos visitar a fábrica de azeites Pasrai. Eu fiquei impressionado con tamanha simplicidade. Basicamente as azeitonas são moídas por um aparado de pedras de granito, depois acomodadas em grades que são prensadas mecanicamente. Dali deixa-se o óleo em repouso para as impurezas decantarem, filtra-se o produto e aí está. Se for saborizado, o processo consiste em adicionar o ingrediente e repousar. Simples demais.

De lá fomos a uma bodega extremamente conhecida na Argentina, Lopez. Essa é bem grande. O interessante é que os tanques de envelhecimento eram enormes. Todos de carvalho.

É curioso que algumas bodegas crescem e outras fecham.

Fomos ao aeroporto. O Embarque era para Córdoba, tínhamos hotel, só nos faltava alugar carro. A ideia era percorrer os arredores.

Alugamos um carro com GPS e fomos para o nosso hotel. Algumas regras são diferentes aqui. Por exemplo, devemos dirigir sempre com os faróis baixos ligados. Eu sempre esqueço, espero que nenhum guarda note.

Chegamos no hotel e a localização não podia ser pior. Era praticamente debaixo de um viaduto. Postei o carro num lugar mais afastado, deixei o John no volante e fui à recepção. Aparentemente sequer nossa reserva aparecia. Achei bom. Voltei para o carro já querendo procurar outro hotel.

Fomos para um shopping, conseguimos sinal Wi-Fi e achamos um hotel com garagem inclusive.

Resolvido o contratempo, direto para o hotel. Banho e depois buscar um lugar para jantar. Acabamos novamente na Antares, a cervejaria.

Eu notei que Córdoba fica meio escura de noite, o John observou deve ser pelo racionamento. O telejornal mostra diversas reportagens comentando de pessoas que estão há três semanas sem energia elétrica. Quando eu morei aqui em 2007 já havia esse problema. Eu o vi no inverno, com maior demanda por aquecimento.

Um pouco de planejamento e execução independentemente da política ia bem.