sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dias 20 e 21 - Washington

Na segunda jantei com meu primo e sua esposa (Dudu e Vivian), o Norberto foi comigo. Comemos num restaurante ucraniano. Incrível a variedade de comidas que há em Nova York. Esse restaurante tinha a culinária que eu conheço.

Comemos Pieroguis (Vareniki), que são uns pastéis fervidos em água, tomei Borscht, que é uma sopa fria de beterraba, essa sopa varia de país pra país. Vovó fazia mais líquida e com um ovo cru dentro! Para prato principal eu pedi Goulasch, que é um ensopado tradicional de carne, além de um pastel frito de batata (bem parecido com o Feine Kuchen - a escrita não deve ser assim).

De sobremesa comi uma torta de maçã bem gostosa. Uma bela refeição e uma viagem de culinária.

Tentei ir terça para Washington, mas por falta de planejamento não consegui, a viagem ficou mesmo para quarta. Consegui achar albergue, comprei passagem de ônibus e preparei minha mochila.

Acordei cedo e segui para a Penn Station, de onde saía o ônibus. Rapidamente consegui me localizar e peguei o ônibus correto. Curioso, o motorista era um chinês que fumava como um louco, mas nunca dentro do ônibus. O ônibus era confortável, a saída de Nova York estava engarrafada, demoramos um pouco pra sair. Mas logo que saímos dali a viagem foi tranquila.

Cheguei em Washington por volta de 12:30, em Chinatown, rapidamente me achei com o mapa que o Norberto havia me emprestado. Caminhei direto para o Capitólio, tirei umas fotos por fora, vi algum juiz importante sair de algum julgamento no Court.


Resolvi fazer o passeio no Capitólio. Problema: Não pode entrar com comida, água ou qualquer aerosol. Eu tive de tentar comer tudo que tinha na mochila (2 sanduíches, 1 pacote de biscoitos doces e 1 pacote de biscoitos salgados), não consegui comer o pacote de biscoitos salgados. E ainda tive de jogar fora o desodorante, isso poderia ser um problema no futuro.


Gostei da visita ao Capitólio, um filme bem legal, a história do Capitólio, o que acontece ali. Depois um tour por algumas salas, várias estátuas. Incrível como dão valor à história do país e heroificam as pessoas. Não vejo nada próximo disso no Brasil. Talvez não façamos isso porque não acreditemos em heróis, ou talvez façamos isso porque não tivemos heróis.



Depois de visitar o Capitólio fui caminhando até o monumento de Washington, aquele grande obelisco. Uma bela caminhada, no sol escaldante. No caminho têm vários museus, muitos mesmo, escolhi entrar no Museu da História Americana, de cara vi a Star-Spangled Banner, a bandeira enorme que virou o símbolo dos EUA. O museu fechou às 17:00, saí e segui caminhando.



Passei o obelisco e atravessei o espelho d'água, bem longo também, até chegar ao monumento a Lincoln. Esse é um personagem que eu cada vez mais admiro. O cara não tinha estudo, resolveu estudar, cresceu como pessoa e virou presidente. Fora as frases incríveis e a postura que manteve na guerra civil.



O monumento é muito bonito. Depois de ver isso, fui à casa branca. Fiquei impressionado com a distância de que nos deixaram aproximar. Depois de alguns momentos descobri o porquê. Obama estava chegando no helicóptero ! Tentei aproximar o zoom, mas a câmera não é tão boa.

Já era perto das 19 horas e eu resolvi forçar e ir ver o monumento à Jefferson, outro dos grandes da história americana. Responsável por comprar a Lousianna dos franceses, o que na época aumentou consideravelmente. Foi uma dura caminhada de ida, e pior ainda a volta, já morto. Andei bastante, muito mesmo. Era hora de procurar o albergue.

Peguei o metrô e fui até a última estação que meu mapa mostrava. Estava no número 1100 e o número do albergue era 4100. Tinha muito chão pra frente, eu comecei a andar, não achava sequer a rua, porque era no meio de duas ruas. Não estava com notas pequenas e não consegui sacar dinheiro no caixa para pegar, mas por sorte, vi um taxista no posto de gasolina e pedi pra ele esperar enquanto eu tentava trocar a grana.

No fim consegui trocar a grana, o Guatemalteca me fez gastar 5 doletas pra dar o troco pra nota de 100, mas o taxista etíope pelo menos me esperou. Cheguei ao albergue, longe, num bairro feio, e caro. Talvez um dos piores que eu já estive. Mas tudo bem, eu ia somente dormir uma noite.

Fui buscar uma comida na rua, só achei um restaurante chinês e comprei um double fish com batatas fritas e água. Enquanto eu pedia entraram "Danny Glover" e logo depois "Martin Luther King Jr.". Que vizinhança !

Bom, fui dormir, do lado da janela, acordei com a luz do dia. Tomei um banho e fui tentar visitar o Pentagono. Já na saída do metro vi um posto de inspeção de malas, percebi que não era por ali o caminho. Dei a volta, fui tentar tirar uma foto do prédio. Várias placas dizendo para não tirar fotos, tentei achar o memorial do pentágono, mas estava muito quente e voltei.


Peguei o metro e fui ao cemitério de Arlington, pedi informação e o cara me deu info errada, voltei andando (SEM QUERER), para Washington. Num calor incrível, suando, novamente andando. Resolvi ir ao museu do holocausto.

Muito bom o material. Incrível mesmo. Um dado que me chamou a atenção foi que entre Hitler ter sido apontado Chanceler (isso mesmo, apontado pelo presidente de então) e ele ter tomado completamente o poder se passaram apenas 6 meses. Incrivelmente rápido a ascenção de um governo radical como esse.

Ninguém esperava, ninguém podia crer, as coisas fizeram um pouco mais de sentido agora pra mim. Ainda injustificável, mas agora as coisas se encaixam melhor. Sai de lá meio abatido, como sempre acontece.



Visitei novamente o museu da história americana porque queria visitar a parte dos presidentes. Tinha uma parte que dizia que as guerras permitiam a liberdade aos americanos. Achei forçoso demais. Algumas guerras foram de fato válidas, outras não. E classificar todas no mesmo pacote é demais pra mim. E fiquei também impressionado como o país é beligerante.


Fui ao lugar onde eu devia pegar o ônibus. Chegando lá fui conferir que o ônibus da porta era o das 3 horas. O cara falou que não tinham mais serviço nesse horário. Mostrei minha passagem e o cara me falou que tinha ligado pra mim (tel do Norberto). O que consegui foi a grana de volta e tentei pegar um ônibus em outra companhia.


Saí correndo pra chegar a tempo, consegui por fim pegar o ônibus. Paguei um pouco mais caro, no ônibus tinha internet e tomada ! Nunca tinha visto isso. Mas fora isso, um desconforto, minha perna ficava dormente toda hora, detalhe, sem almoçar.

Atrasamos 1 hora em relação ao horário de chegada em NY, mas foi muito boa a viagem.

Dia 18 - Uma visita ao QG do Chabad Lubavitch

Esse foi um dia diferente. Foi um dia mais espiritual, mais introspectivo. Fiz uma visita ao Quartel General do movimento Chabad Lubavitch.

Dentro da religião judaica existem várias ramificações. De acordo com o grau de ortodoxia, existe uma denominação (especialmente nos EUA). No Brasil, todos os seguidores que cumprem a religião à risca são chamados de ortodoxos.

Dentro desse setor da religião, existem várias correntes, uma delas é o movimento Chabad (Acrônimo para sabedoria, entendimento e conhecimento), que começou na cidade russa de Lubavitch (http://maps.google.com/maps?q=lubavitch&um=1&ie=UTF-8&sa=N&hl=en&tab=wl), fronteira com a Bielorússia.

O Rebbe escapou da Europa em 1941 e se estabeleceu em Nova York, onde em 1940 o Rebe Anterior já havia se estabelecido. O edifício 770 era o que os abrigava. Ao lado dele há uma sinagoga, erguida para comportar o número crescente de pessoas que se dirigiam à Sinagoga.

Como o Rebbe não está mais fisicamente entre nós, diz-se que um local dos mais sagrados passa a ser o túmulo onde ele e o Rebbe Anterior estão enterrados. Chama-se ao túmulo de Ohel.

Pois nessa segunda eu tive o prazer de ir visitar o cemitério ao lado de meu amigo Rabino David. Alugamos um carro e após conhecer a vizinhança, fomos realizar uma visita ao túmulo deste grande líder religioso.

A tradição diz que você deve entrar no túmulo sem calçados de couro, bater na porta pedindo permissão para entrar, acender uma vela, ler um livro religioso, ler a carta que já fora escrito por cada um anteriormente, rasgá-la e jogá-la no túmulo e sair de costa, não virando de costas para o túmulo.

Realizado o ritual pensei em como estas ocasiões nos fazem pensar na vida. Ao escrever uma carta de pedido a alguém que em teoria tem o poder de modificar as coisas, você pensa somente na essência, você faz uma retrospectiva daquilo que realmente lhe importa na vida, naquilo que você vê como o centro das questões.

Todos esses momentos devem ser muito bem aproveitados, porque eles te permitem pensar consigo mesmo naquilo que de mais importante tem te atormentado, ou mesmo, naquilo que você mais valoriza.

Depois retornamos à vizinhança de Crown Heights, no Brooklyn, onde fica o 770 e comemos num restaurante ali perto. Eu comi o Schwarma (também conhecido como Giro ou churrasco Grego), o restaurante era Kosher.

Foi sem dúvida um dia introspectivo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dias 16 e 17 - Nova York

Depois de um belo churrasco ontem, descansamos bem para este novo dia. Os planos eram caminhar pelo East Village e escolher algum restaurante legal para comer.

Andamos tal qual Nova Iorquinos ! Caminhamos, compramos algumas coisas, e caminhamos mais, e compramos mais algumas coisas. É, acho que eu estava mais parecendo o típico turista !

Depois de algum tempo sentamos num restaurante que estava passando a final da Copa UEFA. Pedimos um nacho. O tamanho do prato impressionou. Nacho, queijo, abacate, sour cream, feijão, um completo exagero.


Provei uma cerveja chamada Magic Hat, achei boa a cerveja, na verdade era um chopp (draft beer). Dali fomos provar um sorvete famoso chamado Grom. Provei o sabor de chocolate, era bom, mas como não sou fanático por doces.

Uma amiga deles estava voltando pro Brasil, e fomos encontrar com a brasileirada num lugar chamado Biergarten,. O lugar fica embaixo de uma passarela por onde passava o trem. Ele era aberto e o bom é que tinha cerveja de trigo pelo mesmo preço da cerveja de cevada. Tomei somente uma caneca como vocês podem ver na foto abaixo.



Gostei bastante desse lugar, só não havia muita opção de comida, e por isso de lá fomos comer num restaurante italiano perto da casa do Beto. O prato estava bem gostoso, mas como nestes restaurantes pseudo-chiques a comida nunca é abundante, fiz farto uso do pão.

Nova York é uma cidade com muitas curiosidades, uma delas é a expressão gráficas dos artistas. Olha que poster interessante, uma mistura de Beatles e Kiss.


E outra, como a cidade é dividida entre ruas e avenidas, em teoria duas ruas nunca se cruzam, mas descobrimos aqui duas ruas cruzando, ou seja, o ponto onde as paralelas se encontram.


No dia seguinte, domingo, fizemos um outro passeio, dessa vez pelo Soho. Novamente mais coisas para ver, boas caminhadas e um belo restaurante onde comi um belo bife de frango à milanesa (à moda de Milão para algumas pessoas que recentemente descobriram isso!). Acompanhado de batatas cozidas no azeite e um bom vinho kosher (ha ha, não escolhi de propósito, ele veio assim).

Depois de caminhar, passear, rodar e comer, fui a livraria. Isso aqui é uma perdição, tantos livros a preços tão baixos. Acho que grande parte do peso que estou levando vem dos livros, assuntos diversos por preços tão acessíveis. Não sei se o que faz isso é a alta demanda ou se realmente há menos carga impositiva.

Dia 15 - Chegada a Nova York

Que voo ruim ! Jetblue, esse é o nome da companhia que me tirou por completo uma noite de sono. A poltrona reclinada 2 graus, ou seja, ao invés de 90, estava com 88 graus na segunda e última posição.

Ah, não servem jantar também ! Em contrapartida os snacks são liberados, as bebidas também. Porém ninguém te serve, você tem de ir ao final do avião ou ao início e pegar. Tinha Directv no avião, só se pagava pelos filmes. Também não me cobraram para despachar a primeira bagagem.

Ou seja, recomendo voar com ela de dia e nunca de noite. O resultado foi uma noite sem dormir e eu sei o quanto isso podia custar.

Bom, cheguei ao aeroporto, peguei a mala e resolvi ir de metro para a casa do Beto. O caminho foi razoavelmente tranquilo, peguei o airtrain, saltei numa estação do metro, comprei o ticket de metro e paguei o airtrain e de lá segui para a casa do Norberto. Sempre fico impressionado como esse metro serve bem à toda cidade.

Cheguei na casa do Norberto e ainda encontrei a Amanda que não tinha saído para trabalhar, isso foi muito bom porque ela me deu algumas orientações sobre direção. Ainda mais sem o mapa do metrô em mãos.

Arrumei minhas coisas, tomei um banho e dormi por 2 horas. Apenas um descanso para andar pela cidade. Saí de casa e fui caminhar, andei pela Times Square, e por diversos outros pontos. Já fazia um tempo que eu não vinha pra cá.




Voltei por volta de 6 horas pra casa. Quando o Beto chegou resolvemos fazer um churrasco. Compramos carne num açougue conhecido por aqui, ligamos pro Pedro que também estava por Nova York e pronto !



Na casa do Beto tem um quintal bem legal que foi excelentemente utilizado nesta ocasião. Uma bela recepção à Nova York.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dia 14 - Andando por San Francisco

Dormi como um bebê ! O cansaço serviu para alguma coisa, tinha tempo que não dormia assim. Acordei, arrumei a mala e fui pra rua, dia de viagem no final do dia deve ser aproveitado com cautela, para não perder a hora !

Desci e do lado do hotel havia um restaurante chamado Lori's Diner. Comi um café daqueles: carne seca picada, batatas, ovos e torradas. Prato grande compatível com a fome que eu tinha. O bar tinha uma decoração dos anos 50/60 muito legal, todo estilizado.



Dali fui andar pela Union Square, a praça mais importante da cidade, onde ficam todas as lojas. Fui até a Chinatown, passei pelo portão, vi algumas lojas, vi um restaurante de comida que era de um israelense, o restaurante com nome Sabra. Caminhei tranquilamente, desci uma das ruas até a Market Street, uma rua diagonal por onde passam vários bondes. Dali desci até o metro BART (Bay Area Rapid Transport) e peguei o trem para Berkeley, para visitar a universidade.



Achei o sistema fácil de usar, peculiar foi ter de passar o ticket para sair do metro. Curioso mas faz sentido uma vez que ele não funciona com catraca e sim com uma portinhola de plástico que abre para dentro do suporte e não para frente ou para trás.

Consegui chegar ao campus facilmente. Muita gente parecia não ter idade de estar estudando na faculdade. No caminho uns caras do Greenpeace começaram a falar do meu casaco que tinha cor de baleia e que eles estavam numa campanha de salvar as baleias.

Falei que no Brasil o Greenpeace era uma piada. Contei a história de quando eu tentei oferecer trabalho voluntário mas eles só queria doações. Falei que isso me decepcionou e depois contei os episódios onde eles só chama a atenção negativamente, como por exemplo parando a ponte Rio-Niterói.

Dei uma boa volta pelo campus, achei bem legal o clima da universidade, apesar de aberta, ela tinha menos cara de cidade do que a UCLA. Tinha cara de universidade mesmo. Acho que tinha uma turma se formando, já que muitos estavam de beca. Novamente uma enorme loja vendendo produtos da universidade. Isso é algo a ser pensado !

Peguei o metro de volta e saltei no centro cívico. Lá fica a prefeitura e alguns outros prédios, como o museu de arte oriental. A prefeitura é enorme e muito bonita. Gostei bastante da arquitetura. Nesse mesmo lugar tinha uma estátua de Simon Bolivar, o libertador da América, achei curioso. Dali segui novamente pela Market Street e peguei o Cable Car.





Engraçado, eu havia pensado que o Cable Car era o bondinho deles. Engano meu. Bondinho é movido a energia elétrica. Cable Car é movido por energia mecânica ! Sim, eles tem uma rede de cabos que rodam debaixo da cidade. Os cabos ficam girando a velocidade fixa e com grande torque, cada carro que se move na verdade se "agarra" ao cabo e segue viagem.

Descobri isso tudo um pouco depois, quando visitei o museu do cable car. Antes de ir ao museu, passei na Lombard Street, aquela famosa rua que é um zigue-zague. Tirei algumas fotos ali, fui ao museu e depois desci até a Union Square para fazer um tempo.




Entrei na Macy's, fui procurar um relógio, já que estou andando sem tempo aqui. De repente encontro Denis, um amigo do Samy, no meio da loja ! Que coincidência ! Essas coisas sempre acontecem em viagem !

Ficamos de papo, cada um contando o que já fez, ele me contou que Filadélfia é uma cidade bonitinha mas que se vê em um dia. Ainda não sei se vou a Filadélfia e Washington ou só a Washington. Ainda vou decidir.

Próxima parada NY.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dia 13 - San Francisco - It's a hard days night

Não há melhor frase para descrever como me sinto agora, por isso peço licença ao Ringo Starr para usar a frase dele !

Estou completamente morto agora, deitado no hotel, comendo um pacote de batatas fritas (sabor jalapeño, definitivamente hoje não é o dia das escolhas mais acertadas!) e tomando uma Guiness Extra Stout.

O dia começou muito bem, peguei o Cable Car (o bondinho deles) até o Pier 33, de onde partia o barco para a visita a Alcatraz. Como cheguei com um pouco de antecedência consegui adiantar o passeio.


A ilha é bem legal, no passeio nos dão muitas informações sobre as tentativas de fuga, os prisioneiros que sumiram e nunca foram encontrados, as condições de vida. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o reduzido número de presos que a prisão podia receber. Outra coisa que ainda precisamos aprender é que qualquer coisa que você visite nos EUA, no final do passeio haverá uma loja vendendo todo o tipo de quinquilharias.

Em Alcatraz eram vendidos pedaços de concreto, réplicas de colheres utilizadas pelos fugitivos, placas com as regras da prisão e pasmem, um ex-detento estava lá assinando um livro que ele escreveu !


A regra 5 diz o seguinte:

5. PRIVILEGES. You are entitled to food, clothing, shelter and medical attention. Anything else that you get is a privilege. You earn your privileges by conducting yourself properly. "Good Standing" is a term applied to inmates who have a good conduct record and a good work record and who are not undergoing disciplinary restrictions.

Numa tradução livre:

Privilégios. Você receberá comida, roupa, abrigo e cuidados médicos. Qualquer coisa além disso é privilégio. Você adquire privilégios ao se comportar de maneira apropriada. Bom comportamento é um termo aplicado aos detentos que possuem uma ficha de boa conduta e um bom histórico de trabalho e ainda que não esteja sofrendo de restrições disciplinares.

Eu adorei essa regra aí, boa de aplicar e fácil de entender.

Depois de voltar de Alcatraz fui caminhando para o Fisherman's Wharf. Visitei o Pier 39, que é um complexo de lojas e restaurantes à beira da baía. Aproveitei que lá havia um morango e comprei. Meu avô já havia recomendado os morangos de San Francisco.


É no Pier 39 que os leões marinhos se aglomeram. Eu tive oportunidade de ver alguns deles. Eles faziam uns barulhos engraçados, de vez em quando parecia que um deles estava bufando (no sentido literal) e outras horas parecia que estavam bufando (no sentido figurado).


Dali passei por uma mega padaria que vendia o pão tradicional de San Francisco. Assim como Chicago que possui seu tipo especial de pizza, San Francisco possui seu tipo especial de pão. É o sourdough. É uma massa meio azedinha. Eu como queria andar apenas comprei um pão do tamanho de um pneu. Era grandinho, mas não chegava a tanto, aliás, vi até que eles serviam sopa dentro do pão, além de fazer uns bichinos com o pão.

Andei mais um pouco com o objetivo de conhecer a Golden Gate Bridge, cartão postal da cidade. Aí começou a parte dura da história ! Aluguei a bicicleta, por coincidência o cara que estava alugando era brasileiro, de BH. Deu algumas dicas e lá fui eu.



O plano era atravessar a Golden Gate, chegar a Salsalito, depois ir a Mill Valley ver o Mill Park e depois ir a Tiburon. Bom, pela quantidade de cidades que eu falei vocês devem imaginar o quanto eu pedalei. Ao total por volta de 30 Km. Uma barbaridade.


Descer a Golden Gate de bike foi muito legal, a cidade é bem bonita. O parque de Old Mill Park, em Mill Valley também era bem charmoso, as árvores eram enormes, não acho que eram sequóias porque não eram tão largas, mas eram incrivelmente altas. Sempre tem algo que não passa em branco, e dessa vez foi o fato de várias casas estarem dentro do parque. Deve ser uma beleza morar por lá.

Bom, saindo de Mill Valley, já com as pernas incomodando e com o assento sendo a pior coisa do mundo, segui para Tiburon, para pegar o Ferry de volta. Com dor tudo passa devagar. Demorei um certo tempo, o caminho não era muito claro mas cheguei à cidade, um pouco de fotos e quando cheguei ao porto, o Ferry havia acabado de sair.

Fiquei preocupado com o horário do próximo barco, chequei e vi que ele ia para o prédio principal do porto e não para o Pier 41, do lado de onde aluguei a Bike. Bom, esperei até às 18:40, eu havia chegado às 18:05, atravessei a baía e quando cheguei em San Francisco pedalei como um louco para entregar a bicicleta. O horário máximo de entrega era 19:30 e eu estava com medo de ter de levar a bicicleta para casa.

Consegui chegar a tempo, devolvi a bicicleta, percebi que havia perdido o ticket deles, tive de pagar por isso, mas pelo menos eu não pagaria a noite, estava em San Francisco e poderia chegar no hotel.

Tudo resolvido, tomei um ônibus e estou de volta ao hotel. Dia cansativo, mas como sempre, valeu a pena. Amanhã é curtir a cidade, e a noite pegar o avião para Nova Iorque, lá tenho um monte de gente pra encontrar e ainda quero conhecer Washington !

Uma coisa que me foi bastante útil ontem foi falar espanhol. A Van que eu peguei no aeroporto para vir para o hotel era dirigida por um cara de San Salvador, vim conversando em espanhol e consegui um desconto para pegar a Van para o aeroporto amanhã. No hotel, o camarada que me atendeu falava espanhol e também deu várias dicas. Fazer o interlocutor se sentir mais em casa te traz grandes benefícios.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia 11 - Clássicos de LA

Com o passeio a Disney, fui novamente dormir com muito cansaço. Logo cedo o Rafael me ligou. Arrumei minhas coisas e ele me pegou em casa, fomos passear por LA. Como ele precisava entregar um documento na faculdade, aproveitamos e fizemos um tour pela UCLA.

A faculdade não é fechada, o que me chamou muito a atenção, ela tem vários prédios numa região da cidade, é como se de fato fosse uma extensão. Visitei a biblioteca que apesar de grande não achei grandes coisas. Tinha muita gente dormindo por lá ! E os que estavam acordados estavam usando seus Macs.


Eles tem um mega campo de futebol americano, visitei a academia também. Ela é enorme, os aparelhos são muito avançados, e apesar de manhã, tinha muita gente nela. Várias bicicletas e esteiras, além disso também vi duas quadras, uma de basquete e outra de volei.


Perto de lá havia a loja da UCLA, a loja é também um exagero de grande, todos os tipos de produtos, livros, instrumentos musicais, havia muita coisa na loja, mas novamente o que impressiona é a quantidade de coisas com o logo da UCLA. O detalhe é que a UCLA é pública, apesar de paga.

De lá fomos para a calçada da fama, o letreiro de Hollywood e alguns outros pontos turísticos da cidade. Perto da calçada da fama um camarada nos deu ingresso para assistir a um Talk Show chamado de Late Late Show. Como íamos ver isso resolvemos comer por perto.


Almoçamos num restaurante bem diferente. Chamado The Stinking Rose, um restaurante no qual todos os pratos são feitos com alho ! Logo de entrada um pão com uns alhos queimandos em cima, e uma espécie de molho feito de alho picado e azeite. Muito gostoso mas a um certo preço: o hálito !


Fomos para perto de onde o show é gravado, entramos num shopping a céu aberto chamado de Grove. O shopping era bonito, algumas lojas, mas não tava interessado nisso, fomos ver uns livros e uns computadores.

Perto da hora do show fomos para os estúdos da CBS, depois de uns 30 minutos na fila um camarada chamou um pessoal, entre eles nós. Ele nos avisou que não conseguiríamos assistir à gravação naquele dia, porque estava lotado, e que nos daria convites vips para outro dia.

Para continuar fazendo coisas, fomos a uma loja enorme de música, a Guitar Center. A variedade é incrível, testei o mini amplificador que estou querendo comprar. Incrível como simples ideias tomam forma rapidamente nos EUA. Aliás, poucos lugares que visitei tem tanta coisa automatizada como aqui.

Tudo que pode simplificar é feito. Máquinas para cozinhar arroz, diversos tipos de máquina de lavar, geladeiras enormes, e tudo mais.

Da loja fomos encontrar com o Elias, era quase a hora de jantar e havíamos combinado de comer com ele. Fomos num restaurante chinês, boa comida, boa sopa, mas nem tão barato para o que é servido.

Voltamos para deixar o Elias em casa, mas antes fomos comer um sanduíche de cookies com sorvete no meio. Enorme o sanduíche, por US$ 1,50. Barato e boa ideia, parece um Bono gelado em tamanho grande.

Los Angeles é bem diferente de outras cidades onde estive, ela é bem mais plana, com muitas casas. O Rafael levantou a possibilidade de isso ser assim pelo custo que deve ser levantar um edifício que se adeque às regras de proteção contra terremotos.

É uma cidade preponderantemente com casas, o que torna as coisas mais distantes, mas por outro lado dá conforto a todos. Um grande problema de LA são os congestionamentos, pelo grande número de veículos e também achar vaga. Se você não tem garagem, isso pode ser um transtorno, como foi pra gente no período em que o carro esteve conosco.

Outro ponto bem interessante é que várias localidades aqui são cidades, por exemplo, Santa Mônica, Hollywood, Los Angeles, Long Beach, apesar de serem todas conectadas como sendo a mesma cidade, são cidades distintas. Isso deve ajudar na organização. Aliás, os EUA têm 50 estados e isso deve facilitar a administração de cada um, dando mais responsabilidade.

Amanhã é dia de viajar para San Francisco, e ainda tenho de arrumar hotel.

Dia 10 - Disneyland

Talvez somente aqueles que tenham ido a um parque Disney quando crianças sejam encantados quando adultos. Eu sou um destes. Completamente encantado pela magia que se produz nesses parques.

O dia anterior havia sido muito agitado, eu estava muito cansado, e o Elias ainda ficou resolvendo umas questões da universidade até tarde, umas 3 da manhã. Isso significava que ele não acordaria muito cedo. Não ir cedo para os parques não é a melhor das ideias numa viagem como essas.

Acordei bem cedo, possivelmente ansioso, mas o Elias estava impávido, não se mexia ! A partir das 8 o despertador começou a tocar e somente às 9 ele levantou. Nos arrumamos e pegamos a estrada, sem café nem nada ! Estávamos a caminho da Disney, um reencontro que já durava 16 anos desde minha última visita a um parque Disney.

A rua tem o nome de Disneyland Drive

Estacionamos tranquilamente, e andamos até a entrada do parque. Logo depois do estacionamento há um lugar para pegar um trem que nos leva a entrada do parque de fato, essa parte estava muito mal organizada, estranhei.



Fomos andando até a entrada, passamos pela Disneyland Downtown, que na verdade é um m shopping a céu aberto, compramos nossas entradas e lá estávamos ! Disneyland California, onde a história começou !

Disneyland Downton - Detalhe da loja World of Disney

A felicidade do Elias estampada em seu sorriso na primeira parte do parque

Logo que entramos mostrei ao Elias o mapa para tentarmos fazer um plano do que visitaríamos naquele dia. Logo de cara fomos à Tomorrowland e entramos no Star Tours. Um clássico passeio num simulador. O Elias ficou impressionado como as coisas são bem construídas. Logo depois dele fomos à Space Mountain.

Uma fila enorme nos aguardava, o passeio não tinha fast pass, não havia jeito de fugir da fila. Fomos a fila e ficamos conversando. O Elias me perguntava incessantemente se a montanha russa era pesada. Ele tem problema no labirinto e estava com medo.

Que montanha russa ! Que passeio ! E o Elias tinha razão, a montanha russa não era tão simples para ele. Logo depois do passeio ele estava tonto e foi jogar uma água na cara. Ele se recusava a ir em qualquer montanha russa depois disso.

A prova de que ele me acompanhou da Space Mountain

Se refrescando para recuperar o ânimo (ou seria, respirando fundo pra não piorar?!)

Para dar uma relaxada fomos conferir o Captain EO. O famoso número em que o Michael Jackson derrota com a música um ser estranho de outro planeta. Um clássico da Disney, e foi muito legal responder que já conhecia a versão original do clássico !

Passamos numa atração bem chata, Innoventions. Parecia mais do que nada uma propaganda de algumas empresas. Dali fui a outra montanha russa, Matterhorn Bobsled. Mas não consegui convencer o Elias a entrar, ele só me acompanhou na fila. Essa foi a primeira vez que fui nessa atração, não lembro de tê-la visto em Orlando.



Já recuperado, Elias posando dentro de uma atração, Innoventions

De lá fomos tomar o café-da-manhã, uma coxa de peru. Já era uma da tarde quando comemos a primeira coisa no dia. De lá descemos para ver a Haunted Mansion e o Pirates of the Caribbean. A primeira estava fechada por algumas horas. Fomos aos Piratas !

Café-da-manhã: Uma coxa de peru

A cena clássica do Pirates of the Caribbean

Tudo é muito perfeito, o início do passeio no barco caminhando pela água passa pelo restaurante que fica dentro da atração. Todo o caminho foi feito com pequenas quedas, muito tranquilas, com muitas batalhas e situação curiosas, tudo muito bem feito.

A estátua em frente ao castelo

Depois desse passeio fomos ver a atração do Indiana Jones, uma tremenda fila de uns 50 minutos para 1 ou 2 minutos de atração. Apesar de muito bem feita, uma recompensa muito baixa para o tempo de espera.

Indiana Jones?!
Convenci o Elias a ir na Big Thunder Mountain Railroad, o famoso Trem da Mina. Durante o passeio o Elias ficou de olho fechado ! Era a única maneira que ele encontrou de não passars mal. Pelo menos ele fez o passeio, e isso é o que importa.

Faz força que ela sai

A próxima parada era tentar novamente a Haunted Mansion. Agora ela já estava funcionando, a fila estava pequena e entramos relativamente rápido na atração. A perfeição dessa atração é incrível, ver fantasmas dançando, sentados em nossos colos e tudo mais nos faz viver uma sensação diferente.

Cada detalhe do parque impressiona, a maneira como é o fluxo de pessoas, as lojas espalhadas com critério, os produtos vendidos, tudo é incrível. Estávamos com fome, mas resolvemos ir à Splash Mountain. Até agora eu tinha caído na primeira fila de todas as montanhas russas. Essa era uma pela qual eu torcia não estar na frente.

Não teve jeito, fui na primeira cadeira e o Elias na segunda. Já na primeira queda eu estava com os tênis completamente molhados. Na segunda queda minha mochila molhou. Na última e maior, minha bermuda ficou inteiramente molhada ! Completamente ! O Elias estava preocupado com os documentos dele no bolso.

O resultado da Splash Mountain, eu com a bermuda completamente molhada, os tênis idem. Elias com a calça parcialmente molhada e com os tênis completamente molhados

Agora sim o passeio havia sido completo com sucesso ! Era hora para jantar. Fomos comer num barbecue no rancho, tudo liberado, com direito a música country de fundo. Comemos bem, conversamos, o tempo estava esfriando, mas ainda havia tempo. Era perto das 18 horas. Terminamos de comer e eu fui trocar de roupa, tinha levado uma calça por pura sorte.

Jantando

Visitamos a Mickey's Toontown, já era noite. Caminhamos para assistir a história de Abraham Lincoln, comprei umas camisas. Já estava bem tarde, perto das 21:30, hora da queima de fogos. Foi muito bom ter ficado até essa hora. Como foi legal ver o show que eles fazem. Foi um dia muito bom, com tudo a que eu esperava de um passeio na Disney !

O castelo a noite