sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia 18 - Uma visita ao QG do Chabad Lubavitch

Esse foi um dia diferente. Foi um dia mais espiritual, mais introspectivo. Fiz uma visita ao Quartel General do movimento Chabad Lubavitch.

Dentro da religião judaica existem várias ramificações. De acordo com o grau de ortodoxia, existe uma denominação (especialmente nos EUA). No Brasil, todos os seguidores que cumprem a religião à risca são chamados de ortodoxos.

Dentro desse setor da religião, existem várias correntes, uma delas é o movimento Chabad (Acrônimo para sabedoria, entendimento e conhecimento), que começou na cidade russa de Lubavitch (http://maps.google.com/maps?q=lubavitch&um=1&ie=UTF-8&sa=N&hl=en&tab=wl), fronteira com a Bielorússia.

O Rebbe escapou da Europa em 1941 e se estabeleceu em Nova York, onde em 1940 o Rebe Anterior já havia se estabelecido. O edifício 770 era o que os abrigava. Ao lado dele há uma sinagoga, erguida para comportar o número crescente de pessoas que se dirigiam à Sinagoga.

Como o Rebbe não está mais fisicamente entre nós, diz-se que um local dos mais sagrados passa a ser o túmulo onde ele e o Rebbe Anterior estão enterrados. Chama-se ao túmulo de Ohel.

Pois nessa segunda eu tive o prazer de ir visitar o cemitério ao lado de meu amigo Rabino David. Alugamos um carro e após conhecer a vizinhança, fomos realizar uma visita ao túmulo deste grande líder religioso.

A tradição diz que você deve entrar no túmulo sem calçados de couro, bater na porta pedindo permissão para entrar, acender uma vela, ler um livro religioso, ler a carta que já fora escrito por cada um anteriormente, rasgá-la e jogá-la no túmulo e sair de costa, não virando de costas para o túmulo.

Realizado o ritual pensei em como estas ocasiões nos fazem pensar na vida. Ao escrever uma carta de pedido a alguém que em teoria tem o poder de modificar as coisas, você pensa somente na essência, você faz uma retrospectiva daquilo que realmente lhe importa na vida, naquilo que você vê como o centro das questões.

Todos esses momentos devem ser muito bem aproveitados, porque eles te permitem pensar consigo mesmo naquilo que de mais importante tem te atormentado, ou mesmo, naquilo que você mais valoriza.

Depois retornamos à vizinhança de Crown Heights, no Brooklyn, onde fica o 770 e comemos num restaurante ali perto. Eu comi o Schwarma (também conhecido como Giro ou churrasco Grego), o restaurante era Kosher.

Foi sem dúvida um dia introspectivo.

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