A saída de Buenos Aires foi tranquila. Achei o aeroporto Aeroparque bem organizado em comparação com a última vez em que estive.
Despachar a mala me deixou um pouco apreensivo. Eu comprei um sifão, ou seja, uma garrafa de vidro, e não queria despachar com medo de quebrar. Tampouco queria ser barrado pela fiscalização. Dilema difícil. Optei por despachar.
O voo foi tranquilo. Eu havia combinado de encontrar com o John no aeroporto e foi o que fizemos. A ideia era alugar um carro e ir de carro à Mendoza.
Como ele ainda iria demorar para chegar no aeroporto fui conferir os preços de aluguéis. O preço seria razoável com o câmbio do mercado paralelo (1 usd para 10 pesos), agora, o câmbio oficial é triste (1 usd para 6 pesos).
Gastar sem ser em espécie é jogar dinheiro no lixo. Mais triste é o governo manter essa situação. A Argentina tem o péssimo histórico de economia conturbada, de fato é uma pena que os governantes sejam tão aquém do que merece o povo.
A solução de alugar o carro me incomodava não só pela moeda, mas também pelo perigo que é dirigir na Argentina. Os acidentes são normalmente gravíssimo e eu queria evitar este tipo de preocupação. Averiguamos um voo e saía bem próximo da hora em que estávamos.
Embora perdendo no câmbio, pensei que se houvesse comprado do Brasil, pagaria o mesmo valor. Por fim decidimos ser esta a melhor solução. Ambos de acordo, compramos e corremos para despachar nossas malas.
Eu pedi para sinalizar que minha bagagem era frágil. A moça disse que não podia fazer nada e me falou que eu podia levar comigo. Fiquei indeciso mas optei por levar comigo. Mas até tomar a decisão, a mulher falava daquela maneira que poucas pessoas conseguem, naquela espécie de tom desafiador. Consegui isolar este fato para a decisão não ser influenciada.
Correu tudo bem no voo, chegamos à Mendoza e fomos para o hotel. Rodando boa parte da cidade, almoçamos num ótimo restaurante regado a vinho. De lá saímos para conhecer um parque enorme que fica a Oeste da cidade, em direção à cordilheira. O parque era enorme e havia muita gente praticando esportes. Até um estádio havia, chamado de Ilhas Malvinas. Eles não deixam esta história de lado.
No fim do dia encontramos com um camarada que conheci em Londres. Ele é do Canadá e agora está viajando pela América do Sul.

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