Peguei o táxi bem cedo, meu voo era às 7:10 da matina. Muito cedo, voo muito longo. Fui de táxi porque não tinha ideia de se o metro estaria funcionando, poderia ter visto, mas como havia ido dormir tão tarde no dia seguinte, não queria me esquentar com isso.
Os taxistas aqui são incisivos com esse lance de gurjeta. A parada não é uma obrigação e eles insistem quando você não dá. Aqui tem o valor da corrida, taxa e um adicional de combustível. Ainda querem gorjeta? O que o cara fez de especial para receber uma gorjeta?! Muito mal acostumados. Sem gorjeta ficou o meu taxista.
No aeroporto uma fila daquelas, fila para embarque, pagamento de 25 dólares para despachar uma mala, mais fila para inspeção. Cheguei com 1 hora e 30 minutos de antecedência e o tempo foi quase o justo. Serve de aviso para os próximos voos. No voo um casal de crianças endiabradas atrás de mim. Mas eu tava com tanto sono que consegui dormir duas horas durante o voo que era de quatro.
No resto do voo fiz alguns videos das belas paisagens por que passei, neve, deserto, montanhas. Muita coisa legal mesmo. Chegando no aeroporto, ficamos uns 20 minutos dentro do avião esperando local para parar (engarrafamento!). Quando fui buscar as malas, fiquei esperando mais outros 20 minutos.
Nessa hora já tinha visto a Flávia que veio me buscar no aeroporto. Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato de que a sala para pegar a bagagem já era colada na saída. Acho que qualquer um mal intencionado consegue entrar e fazer o caminho inverso até o salão de embarque. Ou mesmo consegue pegar a mala e ir embora. No Brasil isso é impensável.
Bom, saindo dali fui de carona com a Flávia até a casa deles. O Rafael está viajando, então não consegui encontrar com eles. Achei a casa deles muito legal, bem dividida, com uma boa sala, e num lugar bem bacana.
Eles me emprestaram um carro, ou seja, estou em LA dirigindo ! O Elias foi nos encontrar na casa dela, e de lá fomos para a casa dele. Eu queria tomar um banho, comer alguma coisa e ir pra rua.
O Elias mora num conjunto habitacional bem perto da UCLA. É uma espécie de vila onde todo mundo é universitário, tem um pátio central, e o apartamento dele tem 2 quartos (um com banheiro privativo), uma sala enorme e a cozinha que emenda. Tem duas portas, uma pelo corredor e outra pelo pátio. Eu também gostei muito desse apartamento. O quarto dele é bem grande e a sala tambem.
Fomos comer num restaurante coreano. Eu que tive problemas com comida coreana em São Paulo fiquei meio com medo, mas encarei. A fome sempre supera meus medos. Comi costela de boi cortada em bifes (isso mesmo, em finos pedaços cortados de maneira que o corte pegue todos os ossos), arroz grudado sem sabor, legumes extremamente picantes e salada sem graça. Mas tá valendo. A carne estava gostosa.
Voltamos dali para casa, escovamos os dentes e fomos aos objetivos do dia. Aliás, o carro aqui tem sido um problema. Achar vaga perto da casa do Elias é uma tarefa hercúlea. Nos outros lugares não tive tanto problema.
Fomos primeiro a praia de Santa Mônica. Coisa curiosa, apesar de estarem muito perto, Los Angeles, São Mônica e diversas outras regiões são cidades distintas. Aqui para qualquer lugar que você queira ir você precisa de carro. Tem algumas mega freeways com 6 ou 7 pistas em cada direção. Sem o GPS aqui seria impossível eu me achar.
Com o GPS a coisa muda de figura. Fomos a Santa Mônica, rodamos até achar vaga, até que vi algo como Public Parking. Entrei pra ver como funcionava. As primeiras 2 horas são grátis ! Incrível, prédios com vagas grátis. Na porta havia um aviso de quantas vagas ainda estavam disponíveis.
Bom, estacionamos e fomos caminhar. Primeiro ponto, pier de Santa Mônica. Caminhamos pelo pier, que é de madeira, vários músicos se apresentando, lojas e mais lojas. No final havia um pessoal pescando, um deles lançou um peixe ao mar e apareceu uma foca para pegar o peixe. Foi diferente ver uma foca na praia.
Aliás, a praia é abaixo em uma escarpa, tem um bom desnível entre a cidade e a praia. A ideia de praia aqui nos EUA parece ser bem diferente da nossa. Depois de visitar a praia, e ir tocar no Oceano Pacífico, fomos a 3rd Street Promenade. Uma rua lotada de lojas e mais gente se apresentando.
Bonita, nas ruas com as quais ela cruzava, diversos carrões, Porsches e até Ferraris. O pessoal aqui gosta muito de carro. De Santa Mônica fomos a Venice Beach. Meu pai que já havia vindo a Los Angeles tinha me dito que eu precisava visitar esse local. Se o clima de manhã estava lindo, a tarde já estava fechado, não sabia como seria a praia assim.
Bom, fomos conferir, a praia é um caldeirão. Acontece de tudo. Logo na chegada vimos 3 quadras de basquete e um pessoal jogando. Andamos um pouco e encontramos o que pareceu ser a entrada, havia um show de rock rolando, fui dar uma olhada. O show era no meio de uma espécie de exposição/feira a favor do uso da maconha. Engraçado como a Califórnia trata esse assunto de maneira diferente. E o que mais me chamou a atenção é que havia uma patrulha da polícia bem perto e eles nada faziam, certamente havia alguma permissão para o evento.
Na rua diversas figuras de todos os tipos caminhando. Venice é realmente um show ao ar livre. Eu havia combinado de encontrar com o Max nesse local. Max é um camarada que eu conheci quando estava em Estocolmo. Ele estava no mesmo quarto que eu no albergue, me viu rezando e percebeu que eu era judeu. Veio falar comigo e falou que também era judeu.
Depois disso ele foi visitar o Brasil e acabei encontrando com ele no Rio. Agora que estou em Los Angeles, marquei de encontrar com ele. Mas a coincidência não acaba por aí. No dia anterior, o Elias havia passado no apartamento de uns amigos para um open house e haviam apresentado ele ao Max, e só depois de um tempo que ele percebeu que já haviam sido apresentados, Que mundo pequeno !
Fomos caminhando um pouco mais pela praia e vi uma academia para uso público que fica bem ali na praia. Não havia ninguém por ali, mas vi pelas camisas que algumas delas retratavam o Arnold e diziam: Muscle Beach!
De lá deixamos o Max no caminho e fomos a um lugar chamado Little Ethiopia, fomos a um restaurante etíope com uma comida bem diferente. Pedimos frango, lentilhas e salada. Veio tudo num grande prato. Você come tudo com a mão, usando um tipo diferente de pão para comer as porções. Estava gostoso, e era bem diferente.
A essa altura do campeonato o fuso horário e a noite mal dormida estavam me matando. Voltamos para casa, e novamente enfrentamos uma batalha para estacionar. Por fim conseguimos vaga e eu fui dormir. O Elias foi ainda terminar algumas coisas pendentes da faculdade para o orientador dele. Amanhã é o dia que iremos à Disney e as expectativas são altas!

Essa comida etíope parece a comida que nos serviram no deserto em Israel.
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