sábado, 15 de maio de 2010

Dias 4 ao 7

Olá pessoal, tudo bom?

Fiquei um pouco longe do blog porque não conseguia tempo no curso para escrever. O curso foi bem corrido, mas foi muito bom.

Nosso grupo acabou se dando muito bem e na minha opinião o curso foi bem proveitoso. Adorei o esquema de ter os nossos instrutores interpretando gerentes e os responsáveis de outras empresas.

Um de nossos instrutores havia feito teatro no colégio, o que tornou todas as interações muito reais. Ele era de Boston ou das proximidades, e segundo ele, o pessoal da costa leste é mais acelerado. Isso acabou sendo incorporado ao tipo de personagem que ele encarnou nas atividades.

Algumas situações no curso foram bem interessantes, imaginem só o meu grupo, com um indiano, Ravi, uma inglesa, Amy, um alemão, Harald e uma malaia, a Lyiana, cada um com uma cultura diferente, tentando chegar a um acordo comum.



Na quarta a noite teve feijão preto no almoço ! Eles chamaram de feijões pretos cubanos, mas não importa, consegui nesse dia comer bife com arroz, feijão e fritas ! Tá certo que esse foi só o meu primeiro prato naquela refeição, mas foi um bom prato.

Durante o curso eu sempre comia dois pratos, com tantas opções eu acabava me animando. Eu fiquei imaginando como deve ser preparar refeições para pessoas de tão variados lugares do mundo.

Eu fiquei muito impressionado com a estrutura do local, era realmente muito grande, com diversos prédios, vários blocos, as salas todas contavam com projetores, recursos de som, em todos os lados haviam postos de café, refrigerantes, biscoitos e frutas.



Na quinta jogamos o Power Play, foi uma espécie de jogo de perguntas e respostas que ao fim levavam a um milhão de pontos, tal qual o "Who wants to be a millionaire?" O esquema é todo bem armado, o apresentador vê o que aparece no telão atrás através de monitores em sua frente, o cronômetro fica na mesa de controle, que fica no fundo do auditório mais a frente. Eles chamavam esse auditório de plenário.


O tempo que ficou fechado a semana inteira, com direito a uma chuva bem pesada com raios e trovões na quarta, melhorou bastante na sexta, e o dia abriu. Depois da metade do dia em atividades de encerramento, fomos para Chicago e no próximo post como foi.



Um fato curioso que eu me lembrei foi que encontrei o pessoal da Rússia, e novamente conheciam meu sobrenome. Eu sempre achei estranho um pintor ser tão conhecido, mas dessa vez eu descobri de onde vem a fama. Durante a Segunda Guerra Mundial, um locutor de rádio chamado Yuri Levitan (http://en.wikipedia.org/wiki/Yuri_Levitan) fazia a transmissão das batalhas e de todos os acontecimentos da guerra, tá aí o motivo pelo qual todos conhecem meu sobrenome. Aliás, esse é o motivo pela qual minha voz é inesquecível !

Outra observação que eu fiz foi a quantidade de estrangeiros que entre Chicago e St. Charles eu vi trabalhando. Muitos deles trabalhavam na cozinha, como garçons e na limpeza. Vi isso em todos os lugares, a princípio eu poderia imaginar mais pessoas de origem latina no sul dos EUA, mais asiáticos em grandes cidades, mas não parece que até no interior essas pessoas vão trabalhar.

É um ponto interessante ver como as pessoas abdicam de viver no lugar de suas culturas, enfrentando a adversidade para conseguir uma melhoria de vida através de maiores salários. Parece que o contexto pouco importa, parece que o objetivo financeiro passa a ser único.

Chegar nos EUA é complicado, viajar aqui de avião é chato, demorado, mas uma vez que você ignora estes problemas e começa a ver o tipo de vida que as pessoas levam, você começa a ver as coisas por outras perspectiva.

A qualidade de vida parece ser melhor, os lugares são mais espaçosos, a pavimentação é boa, as calçadas espaçosas e boas de andar. Dia de semana vi tráfego, mas vi também sistema de transporte em alguns lugares. Segundo o Rafael, Los Angeles é difícil de andar sem carro, não sei, estou de carro aqui. Chicago vi que é fácil andar sem carro.

Aliás, Chicago teve um grande incêndio em 1871, o que fez com que a cidade fosse reconstruída. Nota-se bem a diferença de arquitetura entre a área afetada e o resto, que é mais antigo. A arquitetura é algo bem diferente do Brasil, aqui tem muita casa que é feita de madeira, e dry-wall, o que torna tudo mais barato, porém com algumas desvantagens, como acústica e essa possibilidade de que o fogo pode se alastrar rapidamente.

O Brasil ainda luta para estabelecer a moradia popular, esse talvez fosse uma solução. Aliás, nos EUA vemos que as cidades do interior são muito arrumadas, as pessoas tem orgulho de viver por lá. Definitivamente deveria ser lançado um plano diretor para tentar construir cidades mais inteligentes no Brasil.

Bom, depois de algumas reflexões nos encontramos em Chicago novamente.

Até lá.

Um comentário:

  1. ahaha... quando eu fui no treinamento meu grupo ganhou o who wants to be a millionaire. O premio? Um mouse... que acabou ficando com a Juliana :)

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